Sobre Henrique


Aos 30 anos, Henrique Silva está radicado no Distrito Federal desde 2005. Por afinidades culturais, escolheu viver na cidade com maior concentração de nordestinos da região: Ceilândia. Natural de Recife (PE), Henrique teve a infância influenciada pelo rádio, quando acostumou-se a ouvir os conterrâneos pernambucanos que marcaram seu gosto musical: os ídolos Luiz Gonzaga, Geraldo de Azevedo e Dominguinhos.
O engajamento na valorização da cultura afro-brasileira ultrapassa o trabalho artístico. Henrique Silva  investe também na carreira acadêmica. Pós-graduado em Educação e integrante de grupo de pesquisa em religiões de matriz africana e história afro descendente, atualmente é professor de História da África, disciplina inserida nos currículos escolares por força da lei 10639. Seus alunos são jovens do Ensino Médio e ensino superior.
O contato formal com a música começou por volta dos 11 anos, quando conseguiu bolsa de estudo em colégio de freiras para aprender a tocar harmônio, instrumento de teclados característico da liturgia católica. No final da adolescência, ingressou na Escola Teológica da Ordem de São Bento, em Brasília, e posteriormente para a comunidade beneditina na cidade de Goiás, o que o levaria a conhecer de perto as comunidades pobres do interior de Goiás. Mais do que desperta-lhe a consciência sobre a exclusão social, a experiência como seminarista o aproximou da Filosofia e da Teologia, ampliando suas possibilidades de busca espiritual.
Foi no Candomblé que Henrique iniciou sua pesquisa em torno dos ritmos africanos. Seu som melódico e percussivo está registrado no CD independente “Noite do Sertão”, divulgado em turnê em 2011, em cidades como Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, Cuiabá, Orós, Goiânia e Brasília. A obra apresenta ritmos como o baião, o afoxé e o samba de roda, com roupagem de música pop. Dentro deste universo místico rítmico que nasceu o espetáculo didático musical “ Tróia Negra, o presente africano para o Brasil”. O espetáculo didático musical reúne poesias e canções autorais, utilizando a mitologia dos Orixás para tratar da resistência negra contra a opressão.
A carreira de Henrique inclui experiências estéticas inovadoras, como o show “Mate-me agora ou me ame pra sempre”, com poemas fonados, sussurrados e cantados, concebido em parceria com o escritor Jorge Amâncio, trabalho que esta ganhando vida em disco, com mostras possíveis no palcomp3.com/riquesilva.
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Iris Cary

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